No âmbito das celebrações do Dia Internacional dos Defensores de Direitos Humanos, o SUMMIT Nacional dos DDH’s constituiu-se como um momento de reflexão colectiva sobre as dinâmicas que, hoje, moldam o espaço cívico em Moçambique. O encontro procurou analisar, com sobriedade e profundidade, os riscos que afectam as liberdades fundamentais, bem como as práticas que sustentam a defesa dos direitos humanos em contextos diversos.
O primeiro painel, “Liberdades em Risco: Tendências, Impactos e Resistências”, moderado pela Dra. Helena Chiquele, abriu espaço para uma discussão sobre a crescente restrição do espaço cívico e sobre os mecanismos, formais e informais, que o condicionam.
As intervenções da Dra. Paula Monjane, da Dra. Ferosa Zacarias, do Dr. Nzira de Deus, da Dra. Benilde Nhalevilo, do Dr. Dário de Sousa, da Dra. Valuarda Monjane, do Dr. David Fardo, do Dr. Victor Fazenda e do Dr. Vasco Tembé trouxeram contributos complementares que permitiram situar, com clareza, os desafios actuais e as formas de resposta que têm emergido. O debate destacou-se pela precisão analítica e pelo foco nas implicações práticas destas tendências.
O segundo painel, “Proteger quem Protege: Tendências, Respostas e Redes de Solidariedade”, conduzido pelo Dr. Hélio Guiliche, centrou-se na escuta das experiências de quem actua directamente na defesa dos direitos humanos em todas as províncias do país.
A presença dos coordenadores da RMDDH, nomeadamente a Dra. Anabela Lucas (Niassa), a Dra. Marta Licuco (Cabo Delgado), o Dr. Gamito dos Santos (Nampula), o Dr. Sílvio Silva (Zambézia), o Dr. Aurélio Capito (Tete), o Dr. Danilo Mairoce (Manica), a Dra. Catarina Artur (Sofala), o Dr. Enoque Costa (Inhambane) e o Dr. Carlos Mula (Gaza), permitiu trazer para o SUMMIT um conhecimento directo das condições concretas em que o trabalho é desenvolvido. As suas contribuições, apresentadas com claro sentido de responsabilidade pública, reforçaram a importância das redes de solidariedade e da protecção efectiva dos defensores no terreno.
A realização deste SUMMIT insere-se no quadro do Projecto Pro-Cívico e Direitos Humanos, implementado pelo consórcio liderado pelo IMD, com financiamento da Embaixada da Finlândia.


























